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Diagnóstico de Mercado

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23/12/2016

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Este procedimento é de relevante importância para os trabalhos avaliatórios e para os estudos de viabilidade econômica, financeira e mercadológica de empreendimentos. Por tal razão – e por ser uma diretriz preconizada pela NBR 14.653 (Norma Brasileira Para Avaliação de Bens da Associação Brasileira de Normas Técnicas) -, este procedimento está contido em todos os trabalhos técnicos da Lautec Engenharia.

A economia brasileira nos últimos anos, entre 2008 e 2012, viveu uma fase de forte crescimento, que se caracterizou por baixos índices de desemprego, baixa inadimplência e forte oferta de crédito para aquisição de imóveis, provocando uma forte valorização imobiliária – onde foram atingidos índices da ordem de 20% ao ano.

A partir de 2013, teve início o desaquecimento da economia, que culminou entre os anos de 2014, 2015 e ao longo de 2016 com o agravamento da situação do país que teve uma queda acentuada do produto interno bruto, alta taxa de desemprego, elevadas taxas de juros, alta carga tributária e crédito imobiliário mais caro, restrito e com limites de financiamento mais baixos. Todos estes sintomas, aliado às incertezas políticas, resultou em condições muito desfavoráveis para o mercado imobiliário que passou a se caracterizar por importante desvalorização dos imóveis, havendo, atualmente, alto estoque de imóveis para venda e locação e baixa demanda.

O desempenho do mercado imobiliário é função direta da situação econômica do país. Ou seja, se o cenário é favorável economicamente, o mercado imobiliário anda bem. Atualmente, o cenário econômico não é favorável e ainda está contaminado pela instabilidade política. Portanto, a curto prazo, não se esperam mudanças significativas.

Para o ano de 2017, todavia, existem boas perspectivas, pois se espera medidas do governo federal que venham a melhorar a economia – e que haja uma estabilização política. As modificações já começaram timidamente com a diminuição de 0,25% da taxa Selic, mas há outros pontos que indicam que haverá uma recuperação. Entre eles, pode-se citar: a diminuição significativa da inflação, contínua redução da taxa de juros, volta do crescimento do PIB, aumento dos investimentos, diminuição do desemprego, recuperação gradativa da renda dos consumidores, diminuição da inadimplência e, por fim, retomada plena do crédito imobiliário.

Artigo escrito pelo Eng. Civil Luciano Blessmann Silveira (CREA 50.211-D).

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